O ECA, a Psicologia e a Perícia Psicológica

1 de out.
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Atualizado: 5 de out.
Desde muito tempo, a violência é um fenômeno presente nas sociedades humanas. Sobretudo contra os grupos mais vulneráveis, a violência pode se manifestar das mais diversas formas, entre elas a violência física (agressões, tortura, etc.), a violência psicológica (ameaças, humilhação, etc.), a violência sexual (estupro, assédio, etc.) e a negligência (omissão do cuidado, abandono, etc.), para citar algumas.

Ao longo do tempo, entretanto, os direitos dos grupos vulneráveis foram reconhecidos e medidas sócio-políticas foram tomadas de modo a garanti-los. No Brasil, por exemplo, vários movimentos de garantia de direitos de crianças em situação de rua surgiram na década de 1980, que resultaram na elaboração de um projeto, em 1988, que deu origem ao Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990.
Assim, crianças e adolescentes passaram a ser vistos como cidadãos com direitos assegurados legalmente. Segundo o art. 227 da Constituição Federal, é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Para tanto, foi prevista no ECA a criação de uma rede de proteção que engloba vários órgãos, tais como Conselhos Tutelares, delegacias, promotorias e varas especializadas e órgãos periciais, entre outros. Nesse contexto, a Psicologia pode atuar desde a construção de políticas públicas até a intervenção direta ou indireta com as vítimas da violência.
Devido à sua situação de dependência em relação aos adultos, crianças e adolescentes figuram como um dos grupos mais vulneráveis à violência e podem ser vítimas até mesmo no meio intrafamiliar, onde em tese estariam as pessoas que deveriam lhes dispensar cuidado e proteção. Dependendo da relação que tenha com o agressor, a criança ou o adolescente fica em dúvida com relação a denunciar a violência.
Uma das formas de se obter o relato da vítima é através da perícia psicológica, que consiste de um exame pericial realizado por um (ou mais) especialista(s) na matéria a ser apreciada e tem como objetivo fornecer informações técnico-científicas a respeito dos fatos de interesse dos operadores do Direito.





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